
Na terça feira desta semana, estive com meu sobrinho, companheiro de divertidos e afetivos cafés da manhã em padarias, na Prestinaria. Pra quem não conhece, a Prestinaria é uma panificadora pequena, com um ambiente "vintage" sem exageros, e com uma bela vitrine de tortas e bolos. Em geral, não há muito o que falar sobre seus confeitos e panificação, quase sempre de muito boa qualidade. Como sempre há um sovina dentro da gente, há que se dizer que o lugar cobra pelo ambiente acolhedor e charmoso, aliás, o que parece ser a tônica de estabelecimentos de gastronomia em geral. Nada contra, quando se entrega algo a mais no quesito "excelência gustativa". Fica o alerta do precinho socialite, de qualquer modo, mesmo porque Curitiba continua sendo uma vila onde parecem morar 200 pessoas se revezando entre os nomes da lista da grãfinagem, e pior, muitas vezes dos sobrenomes sonoros que ainda acham que o brasão vale a vaga coberta no estacionamento. Insolência PSTU exposta, termino falando sobre nosso assunto atual: o pão de queijo. Fuiao balcão do fundo, e vendo o cestinho de pães de queijo por trás do vidro, perguntei ao atendente se a receita era deles. Sem um pingo de constrangimento, entregou a rapadura: (ou a informação pãodequeijiana) - nosso pão de queijo é daqueles que vem congelados. Insisti, de certo modo espantado, (especiamente pelo padrão ao que se propõe a panificadora), e houve um coro do casal que atendia naquele setor: não existe pão de queijo feito pelos padeiros da casa. O Gordon Ramsay que não me possua, mas pode uma coisa dessas? Assim, impossível avaliar um pão de queijo que pode ser Batavo, Sadia, do Baldinho ou até mesmo da Casa do Pão de Queijo... Prestinaria, quem diria. (rimou, aff)
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