
Pois é, a moda pegou. E o mais irônico: nas padarias de elite, ou pelo menos, naquelas que a opinião geral parece considerar de elite. Hoje estive do Marcolini, ali na Carlos de Carvalho, em frente da praça da Espanha. Não esqueçam que Curitiba resolveu achar que tem a volúpia de Buenos Aires, que já imitou Nova Iorque, e inventar uma bobagem afetada chamada Batel Soho... aiai, o Leminski deve estar sarreando a gente de um jeito... ele deve concordar que não temos ou não deveríamos ter vocação pra filiar. Mas vamos lá, o assunto aqui é pão de queijo. Ou devia ser, porque hoje cumpri uma das tarefas obrigatórias que era avaliar o pão de queijo do chef Fabiano, que diga-se de passagem, é bom à beça em panificação. Contudo, entretanto e todavia, ele resolveu que não vale a pena ter pão de queijo autoral, o que não é condizente com o padrão de boulangerie da casa. Enfim, a tal do pão de queijo "mineirinho", já contaminou duas padarias de reputação na cidade, a Prestinaria e o Marcolini. Sei lá, isso deve ser culpa do paladar das pessoas, ou talvez estejamos há muitos dias de carroça das Minas Gerais pra poder ter alguma influência boa que nos leve à um bom pão de queijo artesanal, com os testes e o toque do artesão-padeiro... o pão de queijo do Marcolini, o que me serviram, é massudo, tem um pouquinho de excesso de sal, é fofo, nada de casquinha em contraponto ao recheio mais macio, e é bem parecido com alguns que vejo sendo servidos por aí. É bom sim, mas como avaliar um pão de queijo industrial? Chef Fabiano, cá entre nós...